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terça-feira, 3 de abril de 2012

Participar


Às vezes, o "vai ficar tudo bem" não me basta. Às vezes, tudo o que eu preciso é de alguém ao meu lado pra dizer entre gargalhadas "estamos fodidos mesmo". Gosto da cumplicidade, do dividir, da amizade. Família é sempre a base dos nossos traumas, romances são difíceis fora da Disney, ser magra é uma tortura, faculdade não é só cerveja e sinuca como nos disseram. Nada sai como o esperado. Só o inesperado é previsível. E nós vivemos em ciclos; semanas boas, dias terríveis, horas mágicas. O que me fortalece é pensar que nada fica ruim pra sempre... mesmo que nem bom eternamente. E é uma roda-gigante, no seu movimento desce-sobe, aquele frio na barriga. É sempre assim. A gente sofre, pensa em desistir, quebra a dieta, chora feito criança. Depois tá aí rindo, amando, comendo salada e já se esqueceu do motivo de sua falecida tristeza. Se é pra ser difícil, que seja difícil a dois, a três, a vários. Não é complicado só pra mim, vale o desafio. E agora eu me sinto melhor, porque alguém me disse que o importante é "participar". Vai dar errado várias vezes, vai sim. Mas o importante é participar. Porque quando você participa, você se sente infinito. Mesmo que por pouco tempo.
 (à Charlie, de "as vantagens de ser invisível")

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