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quarta-feira, 7 de março de 2012

queda livre


O novo assusta, encanta. Você salta do ponto mais alto e enquanto cai pensa: "Que sensação incrível. Mas e se eu bater nas pedras?". Agora você já pulou, fecha os olhos e sente a adrenalina. O que não dava era pra ficar parado lá em cima, olhando pro horizonte no conflito pulo/não pulo. Aí você cai na água e agradece por isso. "Mas pra onde a correnteza vai me levar?".  Você percebe então que qualquer ação sua será acompanhada por uma série de possibilidades. Não agir não possibilita nada. Que graça tem a vida se a gente não viver pulando de alturas assustadoras? Ainda mais quando no caminho aparecem pessoas pra te dizer "pula sim, não olha pra trás não". Pular fica melhor quando acreditam em você. Eu tenho tanto medo de altura e pulei. Continuo insegura sobre o percurso desse rio, mas muito feliz por ter tido a coragem, a sorte, a vitória.  E como em todo começo, estou eufórica, ansiosa, apavorada. Mas não há nada que eu goste mais do que um recomeço que me desafie. Desse eu gosto mais ainda. Eu tão pequena em um lugar enorme, no meio de tanta gente diferente, bem onde eu queria estar. Nesse misto de sentimentos, eu só tenho uma certeza: valeu muito a pena pular!

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