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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

clichê da felicidade

Oi Naty,
A alegria entrou bailando pela porta e me tirou pra dançar. Eu que nem sabia como me movimentar ao som de tanta felicidade, fechei os olhos e entendi o ritmo. Tão fácil ser feliz. Em um segundo eu transbordava euforia, vontade genuína de abraçar o mundo e dar risadas histéricas, de volta aos seis anos de idade. Comecei então a duvidar da gravidade, sinto-me flutuando. Mentira, concluo, cá estou eu dando piruetas entre as nuvens, tão longe do chão. O ar leve que agora adentra minhas vias tem aroma de margaridas, tão delicadas, são as minhas preferidas. As veias transportavam euforia, fazendo meu raciocínio arder, temi que não suportassem a força. Coração de menina sonhadora é forte, já acelerou tanto na vida, tá acostumado com a pressão dos sentimentos. Mas até ele ficou espantado com a intensidade que bombeava. E todas aquelas lágrimas secaram, todos aqueles medos sumiram, notícia tão boa que fez isso. Marquei no meu calendário um novo começo. Lindo recomeço. E aqueles sonhos, os mais íntimos, disseram: "Bem-vinda à realidade". Pedi em silêncio que aquela sensação não me abandonasse nunca mais. Fiz um acordo com a felicidade, e isso é tão clichê, sinto-me tão clichê, tão feliz ...

(...) and those dreams
Weren't as daft as they seemed
Not as daft as they seemed
My love when you dreamed them up... 

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