Oi Naty,
Somos feitos de encontros e desencontros. Durante toda a nossa existência, é impossível contabilizar o número de pessoas que, de alguma forma, passam por nossas vidas, embora algumas marquem mais que outras. É difícil compreender o que nos leva a esbarrar com determinadas pessoas durante nossa trajetória. E mais: é intrigante pensar no porquê de vivermos situações x justamente com pessoas y. Isso daria uma equação matemática extremamente complexa. Mas você acredita em que: destino ou acaso?Analise os fatos.. não parece um tanto proposital o fato de nascermos em uma exata família e escrever uma história junto deles, justamente com eles? Se pensarmos novamente em termos matemáticos, qual é a real probabilidade de você nascer em uma família, dentre todas que existem? Quero dizer, são muitas e você nasce em uma, sem saber o porquê, sem poder escolher. É lançado misteriosamente à vida.
Você cresce, e, por exemplo, seus pais optam por uma escola, onde você encontra diversas pessoas. Provavelmente, ali você conhecerá pessoas de extrema importância. Mas por que aquela escola, por que aquelas pessoas? Uma escolha diferente teria mudado tudo isso?
E os seus amores. Já pensou no que nos leva a amar loucamente uma pessoa, nos relacionarmos com ela, chorarmos por ela? Química, genética, cina ou coincidência?
E se no dia da sua criação, o espermatozóide fecundador fosse outro. Você seria você ou seria outra pessoa? Estamos predestinados a sermos nós mesmo ou poderíamos fugir dessa regra?
E se seus pais não tivessem se conhecido, e se você tivesse nascido com outra nacionalidade, e se você não tivesse saído de casa aquele dia, se não tivesse cancelado aquela viagem...
enfim, existem milhares de questões que buscam por respostas, perguntas que enlouquecem crianças curiosas e que podem transformar adultos em seres paranóicos. Estou entre a curiosidade e a paranóia.
A verdade é que acreditar no acaso parece não satisfazer tantas perguntas, enquanto que crer no destino me dá uma sensação pavorosa de impotência e fragilidade. O acaso nos torna escritores, pois ele nos encarrega de desenhar uma trama própria. O destino, no entanto, faz de nós simples personagens.
Volto a escrever, Bjs :*
A verdade é que acreditar no acaso parece não satisfazer tantas perguntas, enquanto que crer no destino me dá uma sensação pavorosa de impotência e fragilidade. O acaso nos torna escritores, pois ele nos encarrega de desenhar uma trama própria. O destino, no entanto, faz de nós simples personagens.
Volto a escrever, Bjs :*
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