Sinto como se estivesse observando meu humor em uma balança. Ora ele está leve como uma pluma; no minuto seguinte, ele está tão pesado que é capaz de me puxar completamente para baixo. Esse descontrole hormonal me perturba mensalmente, sem piedade.
Qualquer detalhe que antes passava despercebido, agora é motivo suficiente para me fazer chorar. Lágrimas desenham linhas molhadas em meu rosto, sem que eu saiba o porquê. Choro por uma lembrança, pela dor de uma saudade, pelos "nãos" que recebo. Me sensibilizo com a humildade do homem que me pede um trocado para ajudar na renda da família ou com a senhora, no ponto de ônibus, que me diz como é difícil envelhecer.
Estou ouvindo "wonderwall" pela quarta vez e me perguntando se eu também encontrarei um protetor pra me salvar no final de tudo. Percebo que tenho medo do dia que ele vai aparecer, tenho medo dele nunca chegar e tenho medo do medo que sinto de finalmente encontrá-lo.
Agora eu estou carente e pensando em ligar para alguém. Não ligo. Continuo sozinha, desejando estar na companhia de qualquer pessoa que me ouça em silêncio e por fim, me abrace forte. Penso melhor, concluo que preciso de um tempo meu, onde existem poucos sons rompendo com o silêncio: meus pensamentos, a chuva lá fora e Oasis, claro.
Eu sinto uma vontade quase incontrolável de dizer às pessoas que eu amo o quanto as amo, de comer chocolate e de confessar que quando eu disse que não queria, na verdade estava ardendo de vontade.
Escrever me deixou mais calma, mas não me iludo, sei que daqui a alguns minutos vou estar chorando com a mocinha da novela ou sendo grossa com quem nada fez para me irritar.
Assumo: nem eu estou me suportando no dia de hoje!

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