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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

nada pra chamar de meu.

Oi Naty,


Início de ano sempre nos leva a refletir sobre nossas vidas. Comigo não seria diferente, e ao analisar minha situação atual, me senti como um folha sendo levada pelo vento. Sem direção, sem rumo.
Embora eu esteja vivendo um momento de mudanças e conquistas difíceis, não fiquei muito confortável ao perceber que não possuo nada palpável no que diz respeito ao meu amanhã. Explico: tenho o sonho de fazer medicina, mas ainda não ingressei em nenhuma faculdade. Estou louca para ter meu próprio dinheiro, mas não sei se conseguiria conciliar estudos e trabalho agora. Completei 18 anos, quero aproveitar a minha maioridade, mas de maneira que não afete minha preparação para o vestibular. Em alguns momentos concluo que quero ser de todos, mas logo penso em ser de um só. Desejo estar em New York, Vancouver, Londres, Paris, Veneza, Madri, Tokio, Berlim.. mas logo lembro-me de meus amigos e familiares e sinto meu peito apertar, só por pensar em deixá-los. Enfim, o que posso afirmar? Nada.
Não tenho nenhuma certeza. Consigo ser fogo e água, ao mesmo tempo. Minha vida parece tão vazia quanto cheia. Não sei o que pensar, não sei o que esperar. Tenho sentimentos confusos dentro de mim, alguns chegam a me assustar. Tenho sonhos, muitos. Mas sonhos são sonhos, o vento traz, o vento leva.. assim como minha vida, que o vento vem levando por caminhos que desconheço. Só me resta confiar nesse vento que controla meu destino, que penso ser, na verdade, um furacão.

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