Eu consigo ver os seu olhos curiosos procurando confusão nos meus, sempre. Essa mania infantil que a gente tem de querer fazer o outro sentir alguma coisa, não importa que coisa, é coisa nossa. Pode negar, vai, tenta me convencer de que eu estou enganada. Mas quando você me vê, eu sei que, no fundo, você se pergunta qual é a minha. Não achar a resposta deve te incomodar muito, não é? Ninguém me contou nada, fica tranquilo, mas essa sua necessidade te testar minha paciência e medir as minhas reações é um tanto condenável. Você se entrega, doutor. Por trás de tanta arrogância, eu consigo perceber a sua vontade secreta de me ter na mão. Desista, porque eu jamais permitiria tamanha inconsequência, o meu juízo perfeito abomina a sua pessoa. Mas aí você vem com esse seu pólo negativo, se aproxima do meu pólo positivo e danou-se. Eu começo a te odiar, a me odiar, minha garganta até coça de vontade de jogar verdades na sua cara. Mas isso faria seu ego feliz, coisa que eu não quero. Então no auge da minha raiva, eu entro no seu jogo. Ter você sob o meu controle passa a ser a minha maior aspiração. Aí começa a batalha, você tentando decifrar os meus sinais e eu louca pra achar alguma brecha sua. Os olhares se tornam maliciosos, os sorrisos são irônicos e as palavras, milimetricamente calculadas. Você não poupa esforços para me ferir, e consegue. A minha arma é a indiferença; tanta frieza deve arrepiar sua pele quente. E vamos continuar assim, nessa disputa por prêmio nenhum. Pode me provocar, me irritar, me confundir, me machucar... isso é o máximo que você terá de mim. Mas permita que eu faça o mesmo, porque ser sua inimiga é a melhor opção que eu tenho pra poder sentir alguma coisa por você, sem trair o que manda a minha consciência. É essa raiva que freia a força dos nossos pólos opostos.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Magnetismo
Eu consigo ver os seu olhos curiosos procurando confusão nos meus, sempre. Essa mania infantil que a gente tem de querer fazer o outro sentir alguma coisa, não importa que coisa, é coisa nossa. Pode negar, vai, tenta me convencer de que eu estou enganada. Mas quando você me vê, eu sei que, no fundo, você se pergunta qual é a minha. Não achar a resposta deve te incomodar muito, não é? Ninguém me contou nada, fica tranquilo, mas essa sua necessidade te testar minha paciência e medir as minhas reações é um tanto condenável. Você se entrega, doutor. Por trás de tanta arrogância, eu consigo perceber a sua vontade secreta de me ter na mão. Desista, porque eu jamais permitiria tamanha inconsequência, o meu juízo perfeito abomina a sua pessoa. Mas aí você vem com esse seu pólo negativo, se aproxima do meu pólo positivo e danou-se. Eu começo a te odiar, a me odiar, minha garganta até coça de vontade de jogar verdades na sua cara. Mas isso faria seu ego feliz, coisa que eu não quero. Então no auge da minha raiva, eu entro no seu jogo. Ter você sob o meu controle passa a ser a minha maior aspiração. Aí começa a batalha, você tentando decifrar os meus sinais e eu louca pra achar alguma brecha sua. Os olhares se tornam maliciosos, os sorrisos são irônicos e as palavras, milimetricamente calculadas. Você não poupa esforços para me ferir, e consegue. A minha arma é a indiferença; tanta frieza deve arrepiar sua pele quente. E vamos continuar assim, nessa disputa por prêmio nenhum. Pode me provocar, me irritar, me confundir, me machucar... isso é o máximo que você terá de mim. Mas permita que eu faça o mesmo, porque ser sua inimiga é a melhor opção que eu tenho pra poder sentir alguma coisa por você, sem trair o que manda a minha consciência. É essa raiva que freia a força dos nossos pólos opostos.
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MUITO ISSO MESMO!
ResponderExcluirNossa, texto lindo demais!
Sou muito consciente para permitir que eu sinta outra coisa por vc a não ser raiva ;)
É minha gêmea msm! kkkkkkkkkkkkkkkkkk
Somos gêmeas, já te disse! Bom saber que existe alguém consciente como eu. Até demais, né? hahahah
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