Oi Naty,
Escrever tem a ver com espontaneidade. Escrever sob pressão, pra mim, é preencher espaços vazios, gastar palavras e não dizer nada. Escrever de verdade é tirar de dentro e expor ao mundo, doar ideias, gritar em silêncio. Eu sou uma narradora demasiada prolixa, odeio regras, limites, padrões. Como tudo na minha vida, escrever só me é bom com liberdade. Ontem, quando eu realmente precisei dominar as palavras, senti-me sufocada com aquela trigésima linha me mandando calar a boca. Quem ela pensa que é pra me dizer o quanto escrever? Fiquei inquieta, desesperada, chorei de medo. Medo esse desconexo de fazer algo que eu faço com prazer, todos os dias. Justo eu, da geração-internet, não soube o que dizer quando me perguntaram o que é viver conectada.
Eu vivo conectada, meus batimentos até diminuem quando o modem é desligado. Mas o problema não era a pergunta, era a circunstância da resposta: trinta linhas, terceira pessoa e objetividade. Descobri então que o meu estilo literário é não ter estilo literário. Ao entender isso, eu automaticamente compreendi o que a internet significa pra mim: poder fazer o que eu amo, como eu quero, quando eu quero e seguindo as minhas próprias regras, tão flexíveis. Fiz então o que eles pediram, escrevi do modo deles, sobre o que eles queriam. Mas fiquei indignada, louca pra chegar em casa, entrar na internet e ser eu, primeira pessoa do singular. Essa tal dissertação não é pra mim e espero que o senhor corretor entenda que se eu falhei em algo, foi pelo fato de eu acreditar veemente que escrever é sentir, e ninguém sente por obrigação.
No amiga , ate fiquei comovida ! exxtra =)
ResponderExcluirMuito obrigada, amiga linda!
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