Oi Naty,
Depois de muito questionar o que há de errado com os meus amigos e por que eu me sinto tão distante da maioria deles, eu percebi que a resposta é muito simples. Nós mudamos. Não estamos piores, mas estamos diferentes, sim. Não deixamos de ser amigos, mas estamos com medo de não nos adaptarmos com quem nos tornamos. Às vezes, ser amigo significa dividir uma história, compartilhar momentos. Nem todos os personagens continuarão participando desse enredo até a última página, mas isso não os desmerecem. Todas as pessoas que passam pela nossa vida deixam pedaços, ensinamentos, lembranças. Umas mais, outras menos. Mas o fato é que nunca perdemos um amigo, porque não há amizade que não valha a pena. O que acontece, é que algumas pessoas não aprendem a lidar com o que seus "novos velhos amigos". A intolerância afasta as pessoas, o ciúmes destrói relações e as cobranças sufocam. Estou tentando encontrar a melhor forma de entender isso, de me abrir ao novo. Eu sinto que preciso conhecer novas pessoas pra conseguir compreender o que está acontecendo com os meus amigos de antigamente. Podemos manter nossa amizade, mas não podemos nos fechar. Estou sendo, em partes, infantil e insegura, embora algumas pessoas realmente tenham feito por merecer as minhas cobranças. Mas em geral, estou ciente de que daqui pra frente, as coisas vão mudar, e que se eu não aceitar essa constante, vou ficar chorando pelas inevitáveis perdas. Eu prometo a mim mesma, tentar não julgar essas novas pessoas que meus amigos estão se tornando, porque eu não gostaria que eles fizessem o mesmo comigo. Vou superar o que mudou, respeitar o que eles são, agora, e aprender a amá-los, independente do que aconteça. Espero que eu ainda tenha meu lugar na vida de cada um deles, porque na minha, eles sempre terão. Eu não quero mais ser a ciumenta intransigente. Quero apenas os meus bons e velhos amigos e, claro, os muitos outros que a vida ainda me apresentar.

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