
De nada valem as cores pra um artista que perdeu a inspiração. Rabisquei o mundo inteiro de cinza depois que te vi colocar nossos sonhos na mala do adeus, descobri várias tonalidades de dor. Você ficou estampado em todos os vazios, mas tudo é vazio. Tudo é você. Agora eu desço de escada pra não ter que sorrir pros vizinhos no elevador, não quero enganar mais ninguém, já minto pra mim mesma todas as manhãs e basta. Esse mau jeito nas costas é falta do seu abraço apertado estralando minhas costelas, botando tudo no lugar. O silêncio tá demais, faz chover pelos olhos uma água que não lava alma, só arde as feridas. E eu vou puxando as casquinhas do machucado lembrando de como era gostoso ser sua musa, azul do mar salgando minha boca na sua pele, amarelo da lua testemunhando poesias sussurradas, nossas cores virando uma só. Amor-arte reduzido a borrão, ponto final com cara de reticências, saudade danada do seu cheirinho no travesseiro. Tem como voltar não? Eu apago aquela tinta desbotada, deixo as telas branquinhas pra gente pintar de novo. Quero fazer do nosso amor a paisagem mais bonita, dizer eu te amo em todos os tons, milhões de clichês pra te mimar.
Esse céu tá triste é de ver a gente separado, pode não. Nós somos a combinação de cores que resulta no azul bonito que colore os dias, que faz verão, que traz amor.
ternura purinha estampada aqui! :)
ResponderExcluirEu apago aquela tinta desbotada, deixo as telas branquinhas pra gente pintar de novo
ResponderExcluirGente, que coisa mais doce aqui.
Beijinhos