
E todo aquele discurso piegas de "deveríamos tentar" fazia meu estômago querer rejeitar a bebida que havia dentro dele. Eu procurava as palavras certas, mas o que eu queria dizer mesmo é que há coisas que não têm justificativa. Querer alguém não tem justificativa, imagina não querer então. De repente uma cena de drama passava diante dos meus olhos, algo repleto de orgulho ferido e imaturidade que em nada me atraem. Quando dei por mim, aquilo parecia comédia. Talvez fosse meu estado de embreaguez, talvez fosse insensibilidade mesmo, mas ver alguém tentando me ganhar com cobranças era tão engraçado quanto absurdo. A graça acabou assim que eu comecei a me sentir exposta naquele espetáculo, no qual eu parecia ter sido escalada como a mocinha que rejeitou o amor do príncipe. Eu não acredito no "gostar" tão rápido, não topo insistir em algo sem futuro, não peço desculpas quando estou certa. Eu simplesmente não gosto de jogar com alguém que mostra todas as cartas no início da partida. Pode chorar, pode me odiar, mas essa peça é toda sua. Eu gosto de homem que sabe me deixar esperando por mais. Eu gosto de homem. Meninos como ele fazem birra demais, eu não tenho paciência. Eu gosto de homem e ele é só um menino ainda. Essa é a resposta que eu realmente quis dar quando, pela milésima vez, ele me perguntou "mas por que você não me dá uma chance?"
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