A vontade súbita e quase vital de escrever tem atrapalhado tarefas comuns do meu dia-a-dia. A necessidade que sinto de preencher linhas parece totalmente incoerente diante da minha falta de inspiração. Aliás, assunto não me falta, pois tudo que passa pelos meus olhos, ultimamente, parece encantador o bastante para me levar à escrita. No entanto, transformar meus pensamentos em palavras tem sido uma batalha.
Acredito que essa dificuldade textual é nada menos que um reflexo da minha mente confusa e irrequieta. Não a culpo, pois ela tem sido sobrecarregada por mim, com horas de estudos, ideias de todas as espécies e algumas insensatas teimosias do meu subcosciente que eu ainda prefiro ignorar.
Um pensamento leva a outro, que leva a outro, que vai levando... até o momento em que percebo que perdi totalmente o controle da situação e já não sou responsável pelo meu raciocínio; ele tem vida própria, possui formas e vontades. Acabo me rendendo a uma louca e viciante viagem imaginária. Resultado: o tempo passa sem que eu consiga fazer nada de produtivo com ele.
Mas devo admitir que se existe uma coisa nesse mundo que eu adoro fazer, é pensar. Amo passar um tempo comigo mesma, esquecendo do mundo lá fora. Nada é tão intenso quanto as minhas imaginações, meus planos, minhas confissões. Sou a melhor ouvinte de mim mesma, mas acredito não ser a melhor conselheira, visto que nunca tenho uma resposta para minhas próprias questões.
Acabo de escrever um texto que tem pouco a dizer. O fato é que eu precisava traduzir em palavras, o que eu não conseguia reunir na minha mente. Ainda não tenho um parecer sobre a minha agitação, mas começo a perceber com mais clareza os motivos que têm me deixado tão afobada.
Ignore esse amontoado de ideias sem nexo, mas entenda que eu realmente precisava escrever.

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